O trabalho remoto em tempos de Coronavírus: como empresas e trabalhadores autônomos estão se adaptando a esses novos tempos

Publicado em: 23/03/2020
Categoria: Geral

O mundo está mais V.U.C.A do que nunca.

Quais são as habilidades (skills) que precisaremos desenvolver para sobrevivermos nesse cenário?

Ainda há muitas incertezas sobre como vamos passar por esse momento tão desafiador.

O que numa escala global do que está acontecendo, podemos resumir no que alguns estudiosos e futuristas já chamavam de MUNDO VUCA.

V.U.C.A é um acrônimo criado pelo exército americano que já usava a sigla VUCA para descrever a volatilidade (volatility), a incerteza (uncertainty), a complexidade (complexity) e a ambiguidade (ambiguity) nas diversas situações e contextos de guerra.

O uso militar dessa sigla começou no final dos anos 90 para tratar das ferramentas e métodos necessários para adotar frente a um ambiente extremamente agressivo e desafiador.

E saber como devemos nos relacionar, trabalhar e gerir nossos próprios negócios nesse mundo VUCA nunca fez tanto sentido para o momento que estamos vivenciando.

Pois, eis que de uma hora pra outra, o que eram apenas conceitos disseminados por livros, aulas, palestras e dinâmicas passaram a nortear as ações de quem está à frente dos negócios.

As mudanças mais imediatas foram rapidamente percebidas no mercado de trabalho, nos exigindo a necessidade de adaptarmos de forma ágil a esse novo contexto provocado pelo coronavírus.

Para reduzir o risco de contágio diversas empresas adotaram práticas com as quais não estão habituadas, como o home office.

Mas sabemos que a cultura de implementação do trabalho remoto, e digitalização de alguns processos, vai muito além de disponibilizar um notebook, um software de gestão ou até mesmo estabelecer ferramentas de controle e produtividade para o colaborador.

Por trás disso há muitos aprendizados para que, tanto gestores de organizações que adotaram o trabalho remoto, quanto para quem contrata o trabalho das assistentes virtuais autônomas, possam tirar deste momento atípico.

Pois, acreditamos que o que hoje são medidas contingenciais, como manter os colaboradores trabalhando em casa, passem a se estabelecer definitivamente como uma mudança de paradigma no mundo do trabalho

Uma das reflexões, que já podemos fazer desse momento, é sobre a clara necessidade de se pensar sobre a flexibilização de horários e de processos, bem como da necessidade da presença física do colaborador em escritórios, exercendo suas tarefas por meio de rígidas jornadas.

Para as empresas que conseguirem operar de forma eficiente dentro deste contexto mais fluido, torna se imprescindível que após passar o período mais crítico do surto que se façam a pergunta : por que não mantemos assim quando o coronavírus passar? 

Porém, para uma relação equilibrada entre os atores envolvidos nessa transformação, algumas habilidades passarão a ser requeridas – tanto de quem contrata, ou gerencia o trabalho remoto, quanto de quem presta esse tipo de serviço – para que a mudança de mindset (pensamento) estabeleça uma nova lógica de trabalho.

O que são Hard e Soft skills? 

Hard skills são as competências técnicas que podem ser aprendidas em sala de aula, por meio de livros e estudos, ou até mesmo no trabalho.

Já as Soft Skills dizem respeito à personalidade e ao comportamento.

Ou seja, capacidades mentais, emocionais e sociais que as pessoas adquirem ao longo da vida.

Estas características são conquistadas a partir de experiências pessoais ou por contextos sociais, econômicos, culturais e educacionais.

Apesar dessas serem características muito comuns, e já exigidas no mundo corporativo, elas passam a impactar também na vida pessoal.

E hoje torna se mais que necessário pensar que é preciso desenvolvê las para que possamos, diante de tantas incertezas, nos relacionarmos nesse novo mundo, não só do trabalho, que já sofre com as rápidas mudanças e tamanha complexidade dos fatos.

ADAPTABILIDADE: essa talvez seja a habilidade (soft skill) mais requisitada para enfrentar os desafios impostos pela iminência de proliferação do Covid-19 no país.

Tão popularizada quanto a resiliência, a capacidade de adaptação é uma das habilidades imprescindíveis nesse momento.

Desde sempre, o mundo sofre transformações.

Inclusive, no que tange ao ambiente profissional.

Neste sentido, está o papel da resiliência.

A partir dela, os profissionais conseguem gerenciar crises, obstáculos e aproveitar oportunidades.

Também é por meio destas habilidades (adaptabilidade e resiliência) que se pode assumir o protagonismo na carreira.

Ou seja, identificar o que precisa ser modificado para manter seu espaço no mercado.

Esses novos tempos ainda nos exigirá uma recapacitação (Reskilling), ou quase uma reinvenção de nós mesmos, onde abriremos mão de velhas certezas para nos transformarmos em eternos aprendizes.

A capacidade para lidarmos com cenários incertos nos exigirá ter que estruturar problemas complexos e analisar variáveis a fim de desenvolver soluções que possam ser implementadas para otimizar processos, que ao longo do tempo deverão ser incorporados na prestação de serviços.

Uma excelente forma de desenvolvermos a capacidade de solucionar problemas complexos é nos tornarmos lifelong learners, cultivando o hábito de estudar continuamente ao longo de nossas vidas. 

Mas certamente o Skill que mais precisaremos aprimorar nesse momento é a empatia, colocando nos no lugar do outro para entender que cada um vai absorver as mudanças de uma forma, se adaptando a uma situação para a qual não fomos preparados para lidar.

As medidas de contenção do coronavírus desestabilizaram a vida de todos – seja de empregados, empregadores ou empreendedores – provocando mudanças na rotina dos lares, no convívio familiar (sobretudo no que diz respeito ao cuidado das crianças, agora em casa), mas principalmente na forma como vivemos em sociedade.

O estado de privação, tanto de convívio social quanto na forma como consumimos bens e serviços, é algo absolutamente novo para todos nós.

Então, antes de mais nada, é preciso muito respeito, complacência e compaixão às pessoas com as quais nos relacionamos, e isso vale tanto para as relações pessoais e familiares, quanto para as de trabalho.

Pois a única certeza que temos é que esses novos tempos, irá nos proporcionar por em prática muito do que vínhamos nos preparando para sermos enquanto indivíduos: mais humanizados, empáticos e solidários.

Só que agora em congruência com uma sociedade mais justa e distribuída que irá se formar.

 

 

 

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